terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Acho que a graça da coisa é que não importa o que mude, há sempre aquela parte sua que se faz legível em tudo que você declara, seja seu modo de pensar, seu jeito de se expressar ou mesmo aquele sentimento que não te faz um estranho a si mesmo. Sempre estará impresso nas letras ou naquela pausa que mostra ter tanto significado. Isso torna a coisa tão engraçada...
Como a gente muda tanto e permanece o mesmo?
A vida é estranha demais.
Apesar das reviravoltas, no meu caso, a vida sempre tende ao estático. Talvez seja um estado de autopreservação, não sei, mas cada alteração mesmo que nanométrica, me afeta de tal modo que a sensação de perda de autocontrole é uma prisão. E essa prisão me impede de tomar decisões que afetariam drasticamente a rotina que parece já predeterminada há tanto tempo.
Não que a minha vida se preserve ao completo. As mudanças inevitáveis ocorrem (talvez a inevitabilidade amacie o impacto), com receio, mas se processam ao longo do tempo e são absorvidas para se tornarem parte da rotina, que apenas se renova com pequenas alterações. Talvez seja comodismo ou medo.
Sabe quando há algo que você sente ser parte de si mesmo? E então aquele intenso temor de estragar tudo surge e o faz evitar o que possa tirar seu sistema do equilíbrio? Mesmo que lhe custe sofrer calado ou viver imaginando como seria se tudo fosse diferente?
Essa é a constante de não suportar o descontrole ou de não querer a perda. Mas apesar de ter consciência disso, não me sinto com o preparo necessário para tomar a iniciativa de quebrar os primeiros blocos de tijolos e ter o lampejo de uma vida diferente.
Talvez certas coisas não mudem mesmo.
domingo, 29 de julho de 2012
Após um hiato de (exatos, por uma coincidência) dois anos, eis que me pego vagando por aqui novamente.
Acho que esse é um espaço tão pessoal que acabou por ficar tão abandonado quanto a minha própria vivência.
Por lembranças reviradas, voltei para visitar. Que pena que seja nessas condições...
Adeus blog, talvez?
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Parece que aos poucos tudo, enfim, se ajeita. Novos acontecimentos importantes se passaram nesses meses em que eu me ausentei. Tirando as paixonites de sempre, que são velhas novidades.
Bom, estou aprendendo.
Eu sei, aprendo uma coisa nova a cada momento. Mas estou aprendendo com muito mais intensidade, em todos os sentidos.
Comecei o cursinho e descobri que não sabia de nada, sofri um estelionato educacional imenso! Me assustei no começo quando percebi que na verdade a função do cursinho é de apenas auxiliar na REVISÃO de tudo o que deveria ter sido passado aos alunos. Mas não, a maioria das pessoas, inclusive eu, que faz cursinho vê pela primeira vez muitos conceitos que deveriam já ser parte da sua bagagem intelectual. E então você vê muitos alunos que vêm de colégios de renome ou escolas públicas que dizem ser de qualidade (para os padrões brasileiros) em seu 3º ano no curso para passar em uma faculdade respeitável. Um absurdo.
Durante esse processo você descobre muito sobre si mesmo. Diferente da escola, você não tem quem o empurre, chame a atenção, ou mesmo que faça com que sinta uma certa obrigação. No cursinho, você não repete de ano. No cursinho você está sozinho. Cabe a você ter a consciência de que apenas o seu esforço o levará à universidade desejada.
E nesse processo todo eu descobri que eu sou uma filha da puta preguiçosa, mas consciente.
fim.
*Dentre os acontecimentos importantes, conheci o Vic pessoalmente, quem diria?
Até daqui a mais 6 anos o/
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Eu sei que eu disse que ia postar coisas que iriam interessar outras pessoas além de mim. Mas veja bem, é um blog pessoal e não são tantas pessoas assim, para eu satisfazer, certo?
Então eu vou continuar postando as minhas bobagens, já que esse é um espaço em que posso extravasar sem que haja qualquer conseqüência.
Porque no fundo eu sinto que escrevo apenas para mim, apenas para reorganizar os pensamentos. Não que eu não considere a presença de algumas pessoas por aqui, lógico que considero. Mas me parece que estas são tão íntimas que já fazem parte de quem sou, portanto, que diferença faz?
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À procura da afinidade.
É incrível como no momento tudo se resume a "afinidade".
A procura de uma decisão sobre "O que fazer para o resto da sua vida" e a procura de "alguém".
Ultimamente ando pensando muito sobre esses dois assuntos, os dois com uma certa urgência. Mas acho que não pela necessidade imediata mas pela ânsia de ter a resposta.
Saber o quê quer, como e quando; são essas as questões que tento resolver dentro da minha cabeça. mas parece que quanto mais eu penso, mais longe a resposta fica.
E então a mente se esvai. E entro num profundo estado de desespero.
É difícil definir algo que provavelmente lhe dirá todas as diretrizes para a sua formação como um profissional e decorrente disso, pessoal.
Querendo ou não, hoje em dia, sua posição econômica dita seu status na sociedade.
E pensando nisso, surge aquela velha questão: Fazer o que gosta ganhando pouco ou fazer o que não gosta e ganhar bastante?
Ora, a pensar momentâneamente, "o importante na vida é ser feliz", responderia: Fazer o que gosto ganhando pouco.
Mas isso só se aplica se você tem apenas uma boca para alimentar, uma pessoa para satisfazer suas necessidades.
Pensando futuramente, quero sim ter uma família, uma casa confortável e alguns cabeludinhos fazendo air guitar no carro.
Fazer o que gosta ganhando pouco só "compra" sua felicidade no momento. A partir da hora em que você tem outras vidas dependendo de você, isso passa a ser um peso.
E então eu penso: Fazer o que gosto agora e depois mudo para fazer sustento.
Errado, hoje em dia o mundo é tão corrido que a maioria de nós não tem a chance de errar. Uma faculdade tem a duração média de 4 anos. É muita coisa.
E o tempo que você perdeu mudando de idéia, é o tempo que o seu concorrente teve a mais de experiência.
E então fazer o que não gosta e depois quando estiver confortável financeiramente, fazer o que gosta?
Ora, depois de aposentada não vou querer fazer mais nada.
E é esse o dilema que ando enfrentando de um tempo para cá.
Como eu sei que o que gosto não dá muito dinheiro, a não ser que seja "top", estou procurando algo que dê dinheiro e que eu tenha o mínimo de "saco" para seguir na carreira.
E quem sabe achar alguém com bastante dinheiro, bonito, que ouça música boa e não seja corinthiano.
Mas no final, tem que ter é afinidade.